GS1: Padrões globais para produtos e dados
Soluções globais para harmonizar a cadeia de valor em todos os setores industriais.
O papel da GS1 a nível mundial no EDI
A GS1 é uma organização sem fins lucrativos que trabalha para garantir que as empresas falem a mesma língua. A sua missão é simples: criar padrões globais que tornem a cadeia de valor mais eficiente e transparente em todos os setores.
A história da GS1 começou com a união entre o EAN (European Article Number) e o UCC (Uniform Code Council). Desta fusão nasceu uma rede GSG1, presente em mais de 100 países. Em conjunto, estas organizações (como a AECOC GS1 em Espanha) são responsáveis pela implementação e atualização das regras GS1 que orientam as comunicações comerciais.
Graças a este trabalho, hoje, utilizamos ferramentas tão comuns como o código de barras ou o Intercâmbio Eletrónico de Dados (EDI). Estes sistemas permitem identificar produtos, gerir faturas, encomendas ou avisos de expedição e partilhar informações de forma rápida e fiável.
Em suma, os padrões GS1 são uma linguagem universal que liga fabricantes, distribuidores e consumidores. Um sistema simples, mas essencial, para os negócios de todo o mundo funcionarem de forma coordenada.
Códigos de barras
Descubra como os códigos de barras GS1 melhoram a rastreabilidade, reduzem erros e aceleram os processos de inventário e logística em vários setores.
GTIN - Global Trade Item Number
Saiba como o GTIN garante uma identificação única, otimiza catálogos, evita duplicações e reforça a rastreabilidade na cadeia de abastecimento.
GLN - Global Location Number
Conheça o GLN: identifica locais e entidades, assegura a consistência dos dados mestres e facilita a rastreabilidade, faturação e logística entre parceiros.
GS1 Internacional a nível europeu
Na Europa, a rede GS1 é formada por 47 países que partilham boas práticas para a melhoria da cadeia de valor.
A rede europeia é composta por grupos de trabalho e especialistas dedicados a analisar processos e desenvolver a interoperabilidade entre países.
Além disso, a nível europeu, as iniciativas da GS1 devem cumprir com os regulamentos europeus. A nível global, existem 108 organizações em 150 países.
O que são os padrões globais?
Os padrões nas mensagens são estruturas reguladas pela aplicação generalizada num setor. São utilizados por qualquer tipo de empresa de qualquer dimensão.
Os padrões ajudam a simplificar os processos de negócio. Permitem também que a informação flua claramente entre empresas e chegue aos consumidores de todo o mundo.
Quando os padrões são aplicados nos códigos dos produtos, as empresas reduzem custos. Isto é possível porque toda a cadeia de abastecimento funciona de forma coordenada e uniforme.
Verified by GS1: identidade de produto e registo global
Verified by GS1 é a iniciativa global da GS1 que atua como um registo fiável de produtos. O objetivo é que cada produto tenha um código único, denominado GTIN (Global Trade Item Number). Além disso, deve incluir um mínimo de dados obrigatórios que o identifiquem no mercado.
Como funciona?
Os proprietários de uma marca registam os seus GTIN juntamente com as informações básicas do produto (nome, marca, categoria, medidas, etc.) na base de dados global.
Os retalhistas, marketplaces, autoridades e outros parceiros podem visualizar estes dados na plataforma Verified by GS1. Assim, podem verificar se o produto está bem identificado e se os dados provêm da fonte oficial.
Principais benefícios
Confiança no comércio eletrónico: evita a duplicação de códigos e melhora a fiabilidade dos catálogos online.
Eficiência na cadeia de abastecimento: reduz incidências por erros de codificação ou descrições incompletas.
Transparência para consumidores e reguladores: garante que as informações fundamentais dos produtos são exatas e verificáveis.
Princípio da não ambiguidade
As regras GS1 seguem o princípio da não ambiguidade: cada variação de um produto deve ter um código único e facilmente reconhecível.
Graças a estes padrões de identificação, as empresas evitam erros na troca de informações e podem identificar qualquer produto de forma rápida e segura.
Como funciona o sistema GS1?
A GS1 articula os seus padrões num quadro simples e universal: Identificar → Captar → Partilhar. Este modelo garante que os dados sobre produtos, locais, ativos e transações são únicos. Assegura também que são legíveis por máquinas e que funcionam bem entre parceiros comerciais e sistemas em todo o mundo.
Identificar (Identify)
O primeiro passo é atribuir chaves de identificação GS1 (ID Keys) que garantam a unicidade e evitem ambiguidades em toda a cadeia de valor. A GS1 define 12 chaves para diferentes objetos, por exemplo: GTIN: artigos comerciais
GTIN: artigos comerciais
GLN: partes e localizações
SSCC: unidades logísticas
GRAI/GIAI: ativos
GDTI: documentos
GSIN/GINC: envios e consignações
GCN: cupões
GSRN: relações de serviço
CPID: componentes
GMN: modelos de produto
As GS1 General Specifications são a norma de base que regula a utilização correta destas chaves e a sua codificação em suportes de dados.
Captar (Capture)
Uma vez identificados os objetos, a informação é captada automaticamente por suportes de dados:
Códigos de barras 1D e 2D (EAN/UPC, ITF-14, GS1-128, GS1 DataBar; GS1 DataMatrix, GS1 QR, GS1 DotCode). Os 2D permitem codificar mais atributos (lote, validade, série) num único símbolo.
RFID/EPC quando são necessárias leituras sem linha de visão ou inventários em tempo real.
Para dar contexto aos dados dentro de um código, a GS1 utiliza Application Identifiers (AIs). São prefixos de 2 a 4 dígitos que indicam a informação que aparece a seguir. Alguns exemplos são:
(01) GTIN
(17) Data de validade
(10) Lote
(21) Número de série
Estes IA estão catalogados oficialmente e a sua utilização está definida nas General Specifications.
Partilhar (Share)
O terceiro nível permite trocar e sincronizar informações com parceiros, clientes e autoridades:
EDI (GS1 eCom):
GS1 XML para mensagens baseadas em XML (encomenda, aviso de entrega/ASN, fatura, transporte, recalls, etc.).
EANCOM (subset do UN/EDIFACT) amplamente adotado no retalho, T&L e outros setores.
GDSN (Global Data Synchronisation Network): sincroniza dados mestre de produtos entre pools certificados, garantindo que todos consomem a mesma ficha atualizada.
EPCIS/CBV é um padrão que ajuda a rastrear objetos. Responde a cinco perguntas importantes: o quê, onde, quando, porquê e como. A versão 2.0 expande as suas capacidades com suporte para sensores e IoT, formatos JSON/JSON-LD e API REST.
Verified by GS1: serviço para verificar GTIN/GLN e outros identificadores a partir de dados mínimos de confiança.
Benefícios no setor logístico e do retalho
A cadeia de abastecimento exige uma comunicação clara entre todas as partes. Esta é a única forma de fazer chegar os produtos ao cliente final a tempo e em boas condições.
Graças ao uso de códigos de barras e de informação estandardizada, a identificação de produtos e a sua posterior distribuição realiza-se de forma inequívoca, segura e rápida. Através da utilização destes padrões também é possível detalhar os movimentos da mercadoria e conhecer a sua localização e estado em qualquer momento.
Cada produto tem a sua própria identificação única associada para que seja fácil de localizar, em qualquer momento na cadeia de abastecimento. Conhecer o estado da mercadoria desde o seu envio, durante o transporte e até à sua entrega é uma informação valiosa que favorece o apoio ao cliente.
Chaves de identificação GS1: o que são, exemplos e como são utilizadas na cadeia de abastecimento
As chaves de identificação GS1 (ID Keys) são o coração do sistema GS1. Estes padrões atribuem a cada produto, localização, envio ou ativo um identificador único e global. Isto evita confusões e permite que todas as empresas troquem informações de forma uniforme ao longo da cadeia de abastecimento.
Estas chaves podem ser utilizadas em qualquer setor, como o retalho, a saúde, a logística, a alimentação e o comércio eletrónico. Regem-se pelas GS1 General Specifications. Este regulamento define como criar, atribuir e manter estes códigos de forma correta.
Principais chaves de identificação GS1
GTIN (Global Trade Item Number)
Identifica de forma única cada produto comercial e é utilizado para digitalizar produtos no ponto de venda, gestão de inventários, comércio eletrónico, faturação, etc.
GLN (Global Location Number)
Identifica empresas, armazéns, hospitais, lojas ou até mesmo departamentos numa organização. Por exemplo, um supermercado pode ter um GLN para a sua sede central e outro diferente para cada loja física.
SSCC (Serial Shipping Container Code)
Identifica unidades logísticas, tais como paletes, caixas ou contentores. Por exemplo, cada palete de garrafas de água recebe um SSCC único na etiqueta logística.
GRAI e GIAI
Os padrões GS1 permitem identificar:
- Ativos retornáveis (GRAI): caixas, contentores ou carrinhos.
- Ativos individuais (GIAI): equipamentos médicos, computadores ou máquinas industriais.
Esta identificação facilita a gestão de inventários, a manutenção preventiva e o controlo de frotas.
GDTI (Global Document Type Identifier)
Identifica documentos, como contratos, certificados ou apólices, e garante que as partes do documento têm a mesma versão deste.
GSIN e GINC
- GSIN (Global Shipment Identification Number): identifica um envio completo.
- GINC (Global Identification Number for Consignment): identifica uma consignação dentro de um envio.
Identificação de doentes no setor da saúde
No setor da saúde, os padrões GS1 melhoram a segurança dos doentes. Também permitem seguir o percurso de cada produto, desde o fabricante até ao doente final.
A sua aplicação abrange todas as fases da cadeia de abastecimento: fabricantes, grossistas, hospitais, farmácias, operadores logísticos, entidades públicas e doentes.
Continue a sua aprendizagem em EDI e Compliance!
Webinars, Casos de sucesso, Guias, Relatórios… Aqui encontrará todos os nossos conteúdos premium.
Subscreva a nossa newsletter
A enviar
Por favor, espere. Isto pode demorar vários segundos.