Como fazer a integração com o Amazon Vendor ou Seller Central por EDI ou API

30.4.2026 (Updated)

A Amazon estabeleceu-se como um dos principais canais de venda online do mundo. O seu alcance global, a sua capacidade logística e a sua posição como marketplace de referência tornam-na uma plataforma estratégica para fabricantes, distribuidores e marcas que pretendem expandir o seu negócio no canal digital.

Mas vender na Amazon não é apenas publicar produtos e receber encomendas. Para operar eficientemente, especialmente em ambientes de grande volume, as empresas precisam de sincronizar os dados do catálogo, stock, encomendas, expedições, faturas, devoluções e estados logísticos com os seus sistemas internos. Neste contexto, a integração com a Amazon por EDI ou API torna-se um fator crítico para reduzir erros, automatizar processos e manter a rastreabilidade total da operação.

A complexidade aumenta quando uma empresa trabalha com diferentes modelos de relações comerciais, como o Amazon Seller Central ou o Amazon Vendor Central, ou quando tem de gerir modelos logísticos específicos, como o FBA, FBM, Diret Fulfillment ou WePay the Freight, também conhecido como Collect Freight. Cada cenário tem os seus próprios requisitos documentais, técnicos e operacionais.

Neste guia, analisamos as diferenças entre o Seller Central e o Vendor Central, as principais opções logísticas da Amazon, os fluxos EDI e API mais relevantes e o papel de uma plataforma de integração especializada como a EDICOM para ligar a Amazon ao ERP, WMS, TMS ou qualquer outro sistema de gestão empresarial.

Tabla de contenidos 


Amazon Seller Central vs. Amazon Vendor Central

A Amazon estrutura a sua relação com as empresas através de dois grandes modelos: Seller Central e Vendor Central. Embora ambos permitam a comercialização de produtos no âmbito do ecossistema da Amazon, respondem a lógicas comerciais, operacionais e tecnológicas diferentes.

Compreender esta diferença é essencial antes de conceber uma integração EDI ou API com a Amazon, uma vez que cada modalidade envolve diferentes fluxos de dados, diferentes responsabilidades logísticas e diferentes níveis de controlo sobre o preço, o stock, o catálogo e a relação com o cliente final.
Amazon Seller Central: modelo 3P ou marketplace

No Amazon Seller Central, a empresa vende diretamente ao consumidor final através do marketplace da Amazon. É o modelo conhecido como 3P, third party seller, porque a Amazon atua como plataforma intermediária, mas não compra previamente o inventário.

Neste cenário, a empresa mantém a propriedade do produto até à venda final e tem um maior controlo sobre aspetos como:

  • A estratégia de preços.
  • As promoções.
  • A gestão do catálogo.
  • A disponibilidade de stock.
  • A logística, consoante o modelo escolhido.
  • O atendimento ao cliente, consoante a modalidade operacional.

O Seller Central costuma ser particularmente atrativo para marcas DTC, fabricantes que pretendem controlar o seu posicionamento, retailers especializados e empresas que necessitam de flexibilidade na gestão de campanhas, pricing dinâmico ou sortidos diferenciados por mercado.

Do ponto de vista técnico, a integração com o Seller Central costuma basear-se na Selling Partner API, conhecida como SP-API. Esta permite automatizar processos relacionados com encomendas, inventário, preços, catálogo, envios, relatórios e outros elementos operacionais do marketplace.


Amazon Vendor Central: modelo 1P ou grossista

No Amazon Vendor Central, a relação muda substancialmente. A empresa vende os seus produtos diretamente à Amazon, que atua como comprador grossista. Depois, a Amazon revende esses produtos ao consumidor final com o seu próprio nome, normalmente, com a etiqueta “Vendido pela Amazon” ou “Ships from and sold by Amazon”.

Este modelo é conhecido como 1P, first party, porque a Amazon compra o inventário e torna-se o vendedor de registo perante o consumidor final.

No Vendor Central, a empresa fornecedora tem acesso a uma relação comercial direta com a Amazon, mas também assume requisitos operacionais mais rigorosos. A Amazon emite ordens de compra, define condições logísticas, fixa prazos de entrega, exige documentação precisa e pode aplicar penalizações ou chargebacks se os processos não cumprirem as normas acordadas.

Os fluxos mais habituais numa integração EDI com o Amazon Vendor Central incluem:

  • Receção de ordens de compra.
  • Confirmação de encomendas.
  • Comunicação de disponibilidade.
  • Pedido de routing ou recolha.
  • Avisos de expedição.
  • Identificação de paletes, volumes e unidades logísticas.
  • Faturação eletrónica.
  • Gestão de discrepâncias.

Por este motivo, o Vendor Central baseia-se intensivamente na tecnologia EDI, especialmente quando se trata de fornecedores estratégicos, grandes fabricantes ou empresas com elevados volumes de transações.

 Amazon Seller CentralAmazon Vendor Central
Modelo comercialMarketplace 3PGrossista 1P
Vendedor de registoA empresaAmazon
Cliente diretoConsumidor finalAmazon
Controlo de preçosAltoLimitado
Controlo do catálogoAltoPartilhado ou condicionado pela Amazon
AcessoRegisto aberto ou aprovaçãoNormalmente por convite
Integração habitualAPIEDI
Complexidade logísticaVariávelElevada
Exigência documentalMédiaAlta

 

Em ambos os modelos, o sucesso depende da qualidade dos dados e da capacidade de sincronizar processos entre a Amazon e os sistemas internos da empresa. A diferença reside nos dados que devem ser trocados, com que frequência e com que nível de exigência operacional.


Vantagens de vender na Amazon como Seller ou Vendor

Vender na Amazon permite aceder a uma base de clientes global, aumentar a visibilidade da marca e expandir a capacidade comercial da empresa. No entanto, as vantagens específicas variam consoante o modelo escolhido.


Vantagens do Amazon Seller Central

O Seller Central oferece maior autonomia comercial e operacional. A empresa mantém o controlo direto da relação com o marketplace e pode ajustar a sua estratégia com maior agilidade.


Controlo de preços e promoções

O vendedor pode fixar preços, lançar campanhas promocionais, criar cupões, ajustar ofertas por estação e reagir rapidamente perante mudanças de procura ou concorrência. Esta flexibilidade é particularmente relevante em setores com elevada sensibilidade aos preços ou com campanhas comerciais frequentes.


Gestão direta do catálogo

O Seller Central permite controlar títulos, descrições, imagens, bullet points, backend keywords e conteúdo enriquecido. Isto favorece a otimização SEO na Amazon e permite adaptar a apresentação do produto às necessidades de cada mercado.

Quando o catálogo é gerido a partir de um ERP, PIM ou sistema centralizado, a integração por API permite que as informações do produto sejam publicadas e atualizadas de forma coerente, reduzindo erros e evitando duplicações.


Flexibilidade logística

O vendedor pode operar a sua própria logística, delegar a operação à Amazon ou combinar vários modelos. Esta flexibilidade permite adaptar a estratégia logística ao tipo de produto, à margem, ao nível de rotatividade, ao país de venda ou à promessa de entrega.


Acesso a dados operacionais e comerciais

O Seller Central fornece informações sobre vendas, inventário, encomendas, desempenho de campanhas, devoluções e outros indicadores úteis para otimizar a operação. A integração destes dados com ferramentas internas de BI facilita a tomada de decisões e melhora o planeamento da procura.


Vantagens do Amazon Vendor Central

O Vendor Central oferece uma relação mais direta com a Amazon como comprador grossista. Embora implique menor controlo comercial, pode trazer vantagens significativas para fabricantes e fornecedores com capacidade de produção, stock e distribuição em grande escala.


Confiança do consumidor final

Quando um produto aparece como vendido pela Amazon, a perceção de confiança costuma aumentar. Para determinadas categorias, este selo pode melhorar a conversão e reduzir entraves no processo de compra.


Compra em volume

A Amazon compra inventário diretamente ao fornecedor através de ordens de compra. Isto pode proporcionar maior previsibilidade da procura, facilitar o planeamento da produção e simplificar a relação comercial no que respeita à venda unidade a unidade ao consumidor final.


Integração com a infraestrutura logística da Amazon

No modelo Vendor, a Amazon pode assumir parte da gestão logística, especialmente quando se trabalha com modalidades como o Collect Freight ou o WePay the Freight. Isto permite ao fornecedor concentrar-se na preparação da mercadoria e no cumprimento dos requisitos documentais e operacionais estabelecidos.


Estandardização por EDI

O Vendor Central adapta-se especialmente bem a empresas que já trabalham com EDI na distribuição tradicional, grande consumo, retail, automóvel, saúde, indústria ou comércio internacional. Para estas empresas, a integração da Amazon como novo trading partner pode aproveitar uma infraestrutura já existente.


Opções logísticas na Amazon: FBA, FBM, Direct Fulfillment e WePay the Freight

A logística é um dos elementos mais decisivos na operação com a Amazon. Afeta não só o custo, mas também a experiência do cliente, o cumprimento de SLA, a visibilidade do stock e a saúde da conta.

Cada modalidade logística exige fluxos de dados específicos. Por conseguinte, antes de conceber uma integração com a Amazon, é importante identificar o modelo operacional que a empresa utilizará e os sistemas internos que devem intervir: ERP, WMS, TMS, PIM, SGA, plataforma de e-commerce ou ferramenta de reporting.


Fulfillment by Amazon, FBA

O Fulfillment by Amazon permite ao vendedor enviar o seu inventário para os centros logísticos da Amazon. A partir daí, a Amazon gere o armazenamento, a preparação de encomendas, o envio ao cliente final e, em muitos casos, as devoluções.

Do ponto de vista da integração, o FBA requer a sincronização de informações como:

  • Criação de envios recebidos.
  • Níveis de inventário.
  • Receção de mercadoria em centros logísticos.
  • Discrepâncias de stock.
  • Estados de encomendas.
  • Relatórios de desempenho.

A integração por API ajuda a reduzir tarefas manuais e a manter uma visão atualizada do inventário disponível para a venda.


Fulfillment by Merchant, FBM

No Fulfillment by Merchant, o vendedor gere diretamente a preparação e o envio das encomendas. A Amazon atua como canal de vendas, mas a responsabilidade logística é da empresa.
Este modelo exige uma integração precisa entre a Amazon e os sistemas internos para:

  • Receber encomendas automaticamente.
  • Confirmar disponibilidade.
  • Lançar processos de picking e packing.
  • Atribuir transportadoras.
  • Comunicar tracking.
  • Atualizar estados de envio.
  • Gerir incidências e devoluções.

O FBM pode ser adequado para produtos volumosos, mercadoria frágil, sortidos com margem reduzida ou empresas que já dispõem de uma rede logística otimizada.


Seller Fulfilled Prime, SFP

O Seller Fulfilled Prime permite ao vendedor oferecer o distintivo Prime sem necessariamente armazenar a mercadoria nos centros logísticos da Amazon. O vendedor mantém a sua própria operação logística, mas deve cumprir normas exigentes em termos de entrega, rastreabilidade e serviço.

A automatização é particularmente importante neste modelo, uma vez que qualquer atraso, cancelamento ou falta de atualização pode afetar o desempenho da conta.


Direct Fulfillment

O Direct Fulfillment é uma modalidade associada ao Vendor Central em que a Amazon vende o produto, mas o fornecedor envia-o diretamente ao consumidor final. Na prática, a Amazon atua como vendedor perante o cliente, enquanto o fornecedor gere a operação logística a partir do seu próprio armazém.

Este modelo exige uma sincronização muito precisa de encomendas, disponibilidade, confirmações, etiquetas, ASN e tracking. A integração com o WMS ou SGA é especialmente relevante para evitar erros na preparação de encomendas e garantir a rastreabilidade de cada envio.


WePay the Freight ou Collect Freight

O WePay the Freight, também designado por Collect Freight, é um modelo logístico utilizado no Amazon Vendor Central em que a Amazon organiza a recolha da mercadoria no armazém do fornecedor e gere o transporte para os seus centros logísticos.

Neste cenário, o fornecedor não contrata diretamente o transporte principal. A sua responsabilidade é preparar a mercadoria, comunicar à Amazon que está pronta para recolha, fornecer as informações logísticas necessárias e gerar a documentação correspondente para que o fluxo de entrada funcione corretamente.

Este modelo é especialmente relevante para fornecedores Vendor que movimentam volumes importantes de mercadoria, trabalham com paletes ou precisam de coordenar recolhas recorrentes com a Amazon.


Amazon WePay the Freight / Collect Freight: como funciona no Vendor Central

O Amazon WePay the Freight não deve ser entendido como uma aplicação de pagamentos nem como um sistema financeiro independente. No contexto do Vendor Central, refere-se a um modelo logístico em que a Amazon assume a organização do transporte desde o ponto de origem do fornecedor até à sua rede logística.

Também se pode encontrar como Collect Freight, WePay, WPTF ou freight collect. O princípio operacional é o mesmo: A Amazon compra mercadoria ao fornecedor, o fornecedor prepara a encomenda e a Amazon coordena a recolha através da sua própria rede ou de transportadoras parceiras.


Como funciona o modelo WePay the Freight

O processo geral pode ser resumido em seis fases:

  1. A Amazon emite uma ordem de compra ao fornecedor.
  2. O fornecedor confirma a encomenda, total ou parcialmente.
  3. O fornecedor prepara a mercadoria no seu armazém.
  4. O fornecedor informa a Amazon de que a carga está pronta para ser recolhida.
  5. A Amazon responde com as instruções de transporte.
  6. A transportadora designada recolhe a mercadoria e a Amazon gere o transporte até ao seu centro logístico.
  7. O fornecedor envia o ASN com os dados da expedição para que a Amazon possa processar corretamente a receção da mercadoria.

A nível operacional, o ponto crítico é a coordenação entre a preparação física da mercadoria e a comunicação eletrónica dos dados logísticos. A Amazon precisa de saber exatamente quando pode recolher, onde tem de recolher, que volume tem de transportar, quantos volumes ou paletes compõem a expedição e que identificadores logísticos acompanham a carga.


Diferença entre Collect Freight e Prepaid Freight

No modelo Prepaid Freight, o fornecedor costuma gerir e assumir o transporte até ao centro logístico da Amazon. Isto implica a contratação de uma transportadora, a coordenação das entregas, a gestão dos custos de transporte e um controlo mais direto da expedição.

No modelo Collect Freight ou WePay the Freight, a Amazon organiza a recolha. O fornecedor não é responsável pelo transporte principal, mas tem de cumprir rigorosamente as condições de preparação, etiquetagem, documentação, janelas de recolha e comunicação eletrónica.

 Prepaid FreightWePay / Collect Freight
Organização do transporteFornecedorAmazon
Contratação da transportadoraFornecedorAmazon
Comunicação de recolhaMenos dependente de routing requestCrítica
Controlo do freteMaior para o fornecedorMaior para a Amazon
Risco de erros documentaisMédioAlto se não houver automatização
Integração recomendadaEDI / ERP / TMSEDI / ERP / WMS / TMS

 

Freight allowance e custos associados

Mesmo que a Amazon organize o transporte, isto não significa necessariamente que o custo seja neutro para o fornecedor. Em muitos acordos Vendor, pode haver um freight allowance ou atribuição de frete, entendido como uma condição comercial que tem impacto no preço de cedência ou na margem do fornecedor.

Por conseguinte, o WePay the Freight não deve ser apresentado de forma simplista como “A Amazon paga tudo”. É mais correto explicá-lo como um modelo em que a Amazon gere o transporte, enquanto as condições económicas dependem do acordo comercial entre a Amazon e o fornecedor.


Vantagens do modelo WePay the Freight

Para o fornecedor, o modelo WePay the Freight pode trazer vantagens significativas:


Menor carga administrativa no transporte

O fornecedor não precisa de negociar cada expedição com operadores logísticos externos nem de gerir diretamente o planeamento do transporte principal para a Amazon.


Melhor coordenação com a rede logística da Amazon

Como a Amazon organiza a recolha, o transporte está alinhado com a sua própria capacidade de receção, planeamento de rotas e disponibilidade de centros logísticos.


Escalabilidade operacional

O modelo permite gerir grandes volumes de mercadoria sem ter de redesenhar completamente a rede de transportes do fornecedor. Isto é especialmente útil em picos de procura, campanhas sazonais ou crescimento da conta Vendor.


Redução de determinados riscos logísticos

Quando a Amazon controla a recolha e o transporte, alguns riscos associados a atrasos da transportadora ou incidências de rota podem cair na esfera operacional da Amazon, dependendo dos termos acordados.


Riscos se o processo não estiver automatizado

O modelo WePay the Freight também pode criar problemas se for gerido manualmente a partir do Vendor Central ou se as informações logísticas não estiverem sincronizadas com o ERP e o WMS.

Os erros mais habituais são:

  • Pedidos de recolha com peso ou volume incorretos.
  • Diferenças entre os volumes declarados e a carga real.
  • ASN enviado tardiamente ou com dados incompletos.
  • Falta de correspondência entre o routing request e o aviso de expedição.
  • Erros em etiquetas ou identificadores SSCC.
  • Problemas na ligação entre a recolha atribuída pela Amazon e a guia de remessa.
  • Maior risco de chargebacks devido a incumprimentos documentais ou operacionais.

A automatização EDI não deve, portanto, ser vista como um complemento, mas como o sistema que permite que o modelo Collect funcione de forma fiável à escala.


Fluxo EDI para automatizar o Amazon WePay the Freight

O modelo WePay the Freight alcança a sua máxima eficiência quando o fornecedor elimina a intervenção manual no Vendor Central e automatiza o ciclo completo a partir do seu ERP, WMS ou TMS através de uma plataforma EDI.

Neste processo, as mensagens de transporte são particularmente importantes, pois permitem solicitar à Amazon a recolha da mercadoria e receber as instruções logísticas necessárias para preparar a expedição.


Principais mensagens EDI no Amazon Vendor com WePay

 

 Mensagem X12Mensagem EDIFACTFunção técnica
Ordem de compra850ORDERSA Amazon solicita mercadoria ao fornecedor
Resposta à ordem855ORDRSPO fornecedor confirma quantidades, datas ou ajustes
Pedido de routing / recolha753IFTMBF / IFTMIN, dependendo da implementaçãoO fornecedor informa que a mercadoria está pronta e comunica dados logísticos
Instruções de routing754IFTMBC / IFTMAN, dependendo da implementaçãoA Amazon confirma a transportadora, a janela de recolha e a referência logística
Aviso de expedição856DESADVO fornecedor comunica os pormenores da expedição, volumes, paletes e SSCC
Fatura810INVOICO fornecedor emite a fatura correspondente
Fatura de custos de transporteNão aplicável / dependendo da implementaçãoCOSTINVComunica informações relacionadas com os custos ou encargos de transporte associados ao fluxo WePay / Collect Freight

 

A designação concreta das mensagens EDIFACT pode variar consoante a região, a norma acordada e a implementação definida pela Amazon. Por este motivo, é importante validar cada fluxo na fase de onboarding técnico.


Pedido de routing: EDI 753 / IFTMBF ou IFTMIN

O pedido de routing é uma das mensagens críticas do modelo WePay the Freight. Com este documento, o fornecedor informa a Amazon de que a mercadoria está pronta para ser recolhida e fornece os dados necessários para que a Amazon planeie o transporte.

Os dados habituais incluem:

  • Número de ordem de compra.
  • Endereço exato do ponto de carregamento.
  • Data e hora em que a mercadoria estará pronta.
  • Número de volumes.
  • Número de paletes.
  • Peso bruto.
  • Volume.
  • Tipo de mercadoria.
  • Condições de manuseamento, se aplicável.
  • Informações sobre a doca ou o armazém.

A exatidão destes dados é crucial. Se o fornecedor comunicar um peso ou volume incorreto, a Amazon pode atribuir o tipo de transporte errado ou detetar discrepâncias na recolha ou receção.


Instruções de routing: EDI 754 / IFTMBC ou IFTMAN

Depois de processar o pedido de routing, a Amazon devolve as instruções de transporte. Esta mensagem permite ao fornecedor conhecer os pormenores da recolha atribuída.

Pode incluir informações como:

  • Identificador de autorização ou referência de recolha.
  • Transportadora atribuída.
  • Data e janela horária da recolha.
  • Instruções específicas de carregamento.
  • Referências logísticas necessárias para o ASN.
  • Dados que devem constar na documentação ou nas etiquetas.

Esta mensagem é essencial para preparar corretamente a expedição e associar a mercadoria física à recolha gerida pela Amazon.


ASN: aviso de expedição e associação à recolha

O ASN, Advanced Shipping Notice, é o aviso de expedição que permite à Amazon saber antecipadamente que mercadoria vai receber, como está embalada e que identificadores logísticos a acompanham.

Num fluxo Vendor com WePay, o ASN tem de estar corretamente associado às instruções de routing previamente recebidas. Em determinadas implementações, o fornecedor tem de incluir o identificador recebido na mensagem de instruções de transporte no segmento correspondente do DESADV, por exemplo, numa referência como RFF+ACD, para associar a guia de remessa à recolha gerida pela Amazon.

Este ponto é particularmente importante porque permite ligar três níveis diferentes do processo:

  • A ordem de compra emitida pela Amazon.
  • A recolha logística atribuída pela Amazon.
  • A expedição física preparada pelo fornecedor.

Se esta associação falhar, a Amazon pode ter dificuldade em processar automaticamente a receção da mercadoria, o que aumenta o risco de incidências, atrasos ou penalizações.


Integração com ERP, WMS e TMS

Para que o modelo WePay funcione corretamente, a integração não se deve limitar ao envio de mensagens EDI a partir de um módulo isolado. É aconselhável ligar o fluxo aos sistemas que contêm os dados operacionais reais.


ERP

O ERP costuma funcionar como sistema mestre para ordens de compra, artigos, condições comerciais, faturação e referências internas.


WMS ou SGA

O sistema de armazém é fundamental para confirmar quantidades preparadas, unidades logísticas, paletes, SSCC, peso real, localização de stock e estado de preparação.


TMS

Quando existe um sistema de gestão de transportes, pode intervir na consolidação de cargas, na gestão de docas, no planeamento de recursos e no controlo de expedições.


Plataforma EDI

A plataforma EDI traduz, valida, transforma e transmite as mensagens no formato exigido pela Amazon, ligando os sistemas internos do fornecedor ao Vendor Central sem obrigar o ERP a trabalhar diretamente em X12, EDIFACT, XML ou qualquer outra norma exigida.


Como automatizar processos com a Amazon por EDI ou API

A automatização com a Amazon deve ser concebida de acordo com o modelo comercial e logístico de cada empresa. Não é a mesma coisa integrar uma conta Seller que funciona por API com FBM que associar um fornecedor Vendor com ordens de compra, routing requests, ASN e faturas EDI.

No entanto, existem princípios comuns que permitem construir uma integração sólida, escalonável e sustentável.


1. Ligação segura à Amazon

O primeiro passo é estabelecer os canais de comunicação aprovados pela Amazon. Em integrações EDI, isto pode implicar protocolos seguros como o AS2 ou outros mecanismos definidos no processo de onboarding. Em integrações API, são utilizados mecanismos de autenticação e autorização associados à SP-API.

A gestão de credenciais, certificados e renovações deve estar controlada para evitar interrupções no serviço.


2. Sincronização de dados mestres

Uma integração eficiente requer dados mestres consistentes. Isto inclui:

  • Referências de produto.
  • Identificadores internos e externos.
  • Códigos EAN, UPC ou GTIN.
  • Unidades de medida.
  • Endereços de armazém.
  • Dados fiscais.
  • Condições comerciais.
  • Informações sobre embalamento.

Se estes dados não estiverem alinhados, aparecerão erros mais tarde no processo: encomendas rejeitadas, ASN incorreto, faturas discrepantes ou incidências de receção.


3. Automatização de encomendas

A receção automática de encomendas evita descarregamentos manuais desde o Vendor Central ou Seller Central. As encomendas entram no ERP ou no sistema de gestão correspondente, onde podem ativar processos de validação, reserva de stock, preparação e faturação.

No Vendor Central, este fluxo costuma basear-se em mensagens EDI, como ORDERS ou X12 850. No Seller Central, a operação pode ser automatizada por API.


4. Confirmação de disponibilidade e quantidades

Nem sempre todas as encomendas podem ser entregues nas condições solicitadas. Por conseguinte, a confirmação da encomenda é um ponto crítico. Permite à Amazon comunicar que quantidades serão servidas, que linhas se adequam e que datas são viáveis.

A automatização desta resposta reduz discrepâncias e permite manter uma comunicação mais precisa com a Amazon.


5. Gestão logística e expedição

A logística é uma das áreas em que a integração traz maior valor. Dependendo do modelo operacional, o fluxo pode incluir:

  • Preparação de encomendas.
  • Geração de etiquetas.
  • Pedido de routing.
  • Confirmação da recolha.
  • Avisos de expedição.
  • Comunicação de tracking.
  • Atualização de estados.

Em modelos como o WePay the Freight, esta fase é particularmente delicada porque a recolha depende das informações logísticas enviadas à Amazon.


6. Faturação eletrónica

No Vendor Central, a fatura ao comprador da Amazon pode ser automatizada utilizando mensagens como INVOIC ou X12 810. Isto evita a introdução manual de dados, reduz discrepâncias e acelera o ciclo order-to-cash.

Além disso, em determinados países ou cenários, a faturação tem de cumprir requisitos fiscais, formatos eletrónicos específicos ou processos de conservação e rastreabilidade documental.


7. Monitorização e gestão de erros

Uma integração com a Amazon tem de incorporar alertas, rastreabilidade e mecanismos de controlo. Não basta enviar mensagens; é necessário saber se foram aceites, rejeitadas, processadas ou se necessitam de correção.

Uma plataforma de integração permite identificar incidências como:

  • Mensagens incompletas.
  • Formatos incorretos.
  • Referências não reconhecidas.
  • Discrepâncias de quantidade.
  • ASN fora de prazo.
  • Erros de comunicação.
  • Falhas de autenticação.

A monitorização centralizada permite atuar antes que a incidência afete o cliente final, a receção de mercadoria ou a saúde da conta.


Solução de integração EDI e API com a Amazon através da EDICOM

A EDICOM oferece uma plataforma SaaS especializada em integração de dados que permite associar o Amazon Vendor Central e o Amazon Seller Central com os sistemas internos da empresa, seja por EDI, API ou outros formatos estruturados.

A solução atua como uma camada de conectividade, transformação, validação e monitorização entre a Amazon e o ecossistema tecnológico do cliente. Desta forma, o ERP, WMS, TMS, PIM ou sistema de faturação não precisa de se adaptar diretamente a cada requisito técnico da Amazon.


Integração com qualquer ERP ou sistema interno

A EDICOM permite-lhe ligar a Amazon a sistemas como SAP, Microsoft Dynamics, Oracle, Sage, JD Edwards, sistemas proprietários ou plataformas desenvolvidas à medida. A integração adapta-se aos formatos internos da empresa e transforma os dados de acordo com o padrão exigido pela Amazon.

Isto evita desenvolvimentos ponto a ponto e reduz a dependência de intervenções manuais por parte de equipas de TI, administração, logística ou atendimento comercial.


Automatização de mensagens EDI e fluxos API

A plataforma permite automatizar documentos e processos, tais como:

  • Ordens de compra.
  • Confirmações de encomenda.
  • Routing requests.
  • Instruções de transporte.
  • ASN ou avisos de expedição.
  • Faturas.
  • Atualizações de inventário.
  • Estados logísticos.
  • Relatórios operacionais.
  • Comunicações com sistemas internos.

Em ambientes Vendor, a integração EDI permite cumprir os requisitos documentais e logísticos da Amazon. Em ambientes Seller, a integração API facilita a sincronização de encomendas, catálogo, stock e estados comerciais.


Conversão automática de formatos

A EDICOM transforma os dados entre formatos como EDIFACT, X12, XML, JSON, CSV, IDoc, UBL ou outros padrões utilizados pelo cliente ou exigidos pela Amazon.

Esta capacidade é especialmente importante em empresas que operam em vários países ou com diferentes unidades de negócio, uma vez que permite centralizar a conectividade sem multiplicar desenvolvimentos específicos.


Monitorização e rastreabilidade completa

A plataforma proporciona visibilidade sobre o estado dos documentos trocados. Isto permite saber se uma encomenda foi recebida, se foi enviada uma confirmação corretamente, se um ASN foi processado ou se uma fatura apresenta incidências.

A rastreabilidade é fundamental para auditar processos, investigar discrepâncias e manter o controlo operacional sobre fluxos de grande volume.


Validação de dados antes do envio

Antes de transmitir informações à Amazon, a EDICOM pode aplicar regras de validação para detetar erros de formato, estrutura ou conteúdo. Isto reduz rejeições e evita que dados incorretos cheguem ao sistema da Amazon.

Em modelos como o WePay the Freight, esta validação é especialmente relevante para controlar dados de peso, volume, volumes, paletes, datas de recolha ou referências logísticas.


Escalabilidade para ambientes multicanal

Além da Amazon, muitas empresas precisam de se integrar com outros marketplaces, retailers, distribuidores, operadores logísticos ou administrações públicas. A EDICOM permite centralizar estes fluxos numa única plataforma, favorecendo uma gestão mais eficiente do ecossistema digital B2B.

Isto permite tratar a Amazon não como um silo isolado, mas como mais um trading partner dentro de uma estratégia global de integração de dados.


Principais vantagens de uma integração automatizada com a Amazon

Uma integração automatizada com a Amazon traz benefícios em áreas comerciais, logísticas, administrativas e tecnológicas.


Maior eficiência operacional

Automatizar encomendas, confirmações, ASN, faturas e atualizações de estado reduz tarefas manuais e liberta as equipas internas de processos repetitivos.


Redução de erros

A introdução manual de dados aumenta o risco de erros em referências, quantidades, datas, endereços, faturas ou informações logísticas. A integração reduz estas incidências ao ligar diretamente os sistemas internos à Amazon.


Melhor visibilidade do processo order-to-cash

Desde a receção da encomenda até à faturação e à cobrança, a empresa obtém uma visão completa do ciclo. Isto facilita o seguimento de incidências e a melhoria contínua do processo.


Cumprimento de requisitos da Amazon

A Amazon exige precisão, pontualidade e consistência documental. A automatização ajuda a cumprir estes requisitos e reduz o risco de penalizações, rejeições ou chargebacks.


Melhor coordenação logística

Em modelos como o FBA, FBM, Diret Fulfillment ou WePay the Freight, a coordenação logística depende de dados atualizados e comunicações atempadas. Uma integração sólida melhora o planeamento do armazém, do transporte e da receção.


Escalabilidade em picos de procura

Durante campanhas como o Prime Day, a Black Friday, a Cyber Monday ou períodos sazonais, o volume de transações pode aumentar significativamente. Uma plataforma cloud de integração permite absorver estes picos sem depender de processos manuais.


Aproveitamento da infraestrutura EDI existente

Para empresas que já trabalham com EDI em retail, distribuição ou grande consumo, a integração do Amazon Vendor Central pode ser uma extensão natural da sua infraestrutura atual. Em vez de criar um circuito paralelo, a Amazon pode ser incorporada como um novo trading partner dentro da mesma arquitetura de integração.

Integrar o seu negócio com a Amazon por EDI ou API

Operar com a Amazon exige processos ágeis, dados precisos e comunicações automatizadas. Quer a sua empresa venda através do Seller Central ou trabalhe como fornecedor no Vendor Central, uma integração EDI ou API permite reduzir erros, melhorar a rastreabilidade e escalar a operação com maior controlo.

A EDICOM ajuda-o a automatizar a integração com a Amazon e a ligar os seus fluxos comerciais, logísticos e documentais aos seus sistemas internos.

Solicite o seu projeto de integração com a Amazon na EDICOM